Abre essa janela, deixa o sol bater, deixa a brisa entrar. Levante essa cabeça, lava essa cara. Entenda menina, que se você não se esforçar pra se manter em pé ninguém fará isso por você, que a tendência é você se afundar cada vez mais. Eu sei menina, que você sente como se carregasse o mundo nas costas e sente também que como num cartoon, que quando você começa se aproximar dos seus objetivos cai uma bigorna bem em cima da sua cabeça e te derruba novamente. Sei que você se sente de pés e mãos atadas diante das situações, sei também que gostaria de cumprir com as responsabilidades que são só suas, sei que queria ser uma criança. Mas olha, é tudo questão de tempo, mas você não pode parar de lutar, não abaixa sua cabeça não, não adoeça. Resista, por favor.
Me cansa essa gente que tem necessidade de ser, ou parecer, cool o tempo inteiro. Gente que parece que descobriu que ser bacana é adquirir um certo estilo, que decidiu ser o mais descolado. Arghhh! Me irrita, sério. Necessidade de afirmação do seu "estilo" o tempo todo, gente que se fecha e pensa que aquilo é que é o mais bonito, mais bacana, o único "estilo aceitável do planeta", e não percebe que enquanto tá se achando super indie, vestindo, falando e curtindo certas músicas, filmes e livros, não faz nada mais do que apenas reproduzir algo que alguém já disse antes que era legal. Sei lá, acho que todos nós passamos por essas buscas por identidade, mas é bom lembrar que quer ser bacana demais acaba se tornando babaca. Boa Noite.
De repente percebi que estava faltando algo. Fiquei desconfortável, agitada, até que me dei conta do que era, meu celular. A partir disso comecei a pensar que talvez a implicância da minha mãe com a minha "relação" com o meu celular faça algum sentido, sou quase que totalmente dependente desse aparelhinho. Pesquisei no google e voilà, não sou unica, tem até nome isso daê, Nomofobia, que segundo nosso amigo Wiki "É uma fobia ou sensação de angústia que surge quando alguém se sente impossibilitado de se comunicar ou se vê incontactável estando em algum lugar sem seu aparelho de celular ou qualquer outro telemóvel. ". Aí ó, mais uma esquisitice minha, originada de pura carência. Eu tinha certeza que abandonaria essa minha ideia de publicar sempre no blog, mas eu sou assim, cheia de mudanças esquisitas.
Oi. Olha eu aqui!
Resolvi começar a escrever aqui nesse blog novamente, aliás resolvi voltar a escrever, eu tinha o hábito de escrever pra me expressar, infelizmente perdi esse hábito e tenho me sentido meio sufocada com minha própria existência, meu "EU". Resolvi colocá-lo pra fora como forma de aprender aceitá-lo. Quem sabe funcione, quem sabe amanhã eu já desista, sou um enigma (Ui!). Eu ia criar um novo blog, mas gosto desse nome "pura subjetividade", e também já escrevi tantas outras coisas aqui,coisas como "um amor não correspondido", "um amor mal acabado", e blábláblá, então acho que seria bom escrever coisas dessa minha nova fase. Acho que não escrevo mais assim, amadureci um bocado, e hoje só quero escrever pra "esvaziar". Acho que é mais uma espécie de "my dear diary", pensei em escrever assim já que a minha cabeça passa o dia inteiro narrando os fatos, imaginando diálogos, ou até textos, então acho que essa é a forma que pode me ajudar a lidar com essa infindável crise existencial.
Eu já achei que escrevia bonito, sabe, aquela pira de ser escritora, hoje eu só vejo que sou uma pessoa carente com problemas existenciais. Então nem quero que ninguém acesse aqui por enquanto, só quero escrever. (AHH PORQUE VOCÊ NÃO ESCREVE EM UM CADERNO ENTÃO, OU EM UMA PAGINA DO WORD? porque possivelmente vou perder esses escritos e gosto de ler posteriormente as babaquices que penso e expresso.)
Sabe, essa minha coisa de ser confusa o tempo todo tá me cansando! Rodei o centro de Londrina inteiro esses tempos atrás de uma armação bacana pra fazer meu óculos e grau, até que enfim achei e comprei. Ótimo, tudo certo né? Não, nada certo! A merda da armação veio com defeito e eu tenho que esperar 15 dias pra chegar uma nova. Ah, mas até ai tudo bem né, demora um pouquinho mas chega, acabou o drama. NÃO, NÃO ACABOU O DRAMA! Comprei uma armação nada convencional, preta, grande, retrô, estava toda gostando, e agora não to gostando mais. As piadinhas da galera da faculdade me chamando de RESTART me deprimiram. Galera, eu sei que é na brincadeira, não ligo, o meu único problema e a minha falta de auto estima, e a bendita carência. Que droga, não gosto de ser assim. Meu, se eu gostei da porra do óculos, achei bacana a ponto de fazer minha mãe correr as 17: 45 até a loja que fecha as 18:00 pra comprá-lo ainda no mesmo dia, porque agora que a galera "zuou" um pouco, eu to querendo correr na loja e trocar por uma armação estilo secretaria, aquela convencional, que não vai ser nem notada?
E agora quando eu me olho com ele no espelho e me vejo bem "patinho feio", morro de vergonha de colocá-lo. Dai ainda tinha minha ultima esperança, a Grazi, mostrei pra ela hoje e ela nem falou nada, nem que tava feio, nem que tava bonito, aí fudeu de vez. To aqui deprimida, querendo comer um x-tudo + coca-cola + cupcake de brigadeiro, sambar na cara da minha nutricionista.
(ah, o título da postagem é um trecho da musica Blackbird dos Beatles, e é referente a minha opção (e necessidade!) de tentar transformar minhas catástrofes cotidianas em algo bom, produtivo, etc.)
Tá tudo escuro, tá nublado, tá tudo cinza.
De repente aparece alguém com a lanterna na mão, trazendo consigo o sol e colorindo tudo.
O caminho tá cheio de pedras, acabou o combustível, o pneu tá furado.
De repente aparece alguém com uma pá, uma galão de gasolina e um step.
O pára-quedas não tá abrindo, começou a chover, você tá perdido.
De repente aparece alguém com um pára-quedas reserva, um guarda-chuva e um mapa com uma bússola.
Acabou a música da festa,tá faltando a última linha do poema, você tá cansada mas precisa caminhar.
De repente aparece alguém com o violão, as palavras na ponta da língua e te pega pela mão.
Tá tudo sem graça.
De repente alguém aparece.
Tava tudo mal.
De repente ficou tudo bem.
Daniela Paiva 02/02/11
É tanta coisa no coração pra pouco papel, é pouco coração pra tanto sentimento,são muitas perguntas pra poucas respostas.
Pessoas...cada mundo um ser humano, cada ser humano um mundo. E em cada um desses universos particulares um grupo seleto atua como em uma peça teatral. Mocinhos e mocinhas,familiares e amigos, grandes vilões e até os coadjuvantes vão construindo a história, muitas vezes até invertendo os papéis, mocinho que vira vilão, vilã que se torna mocinha, coadjuvantes que assumem papéis principais, e por ai vai.
Eu me sinto agora como a diretora, a mocinha, a vilã e a coadjuvante. Tudo ao mesmo tempo. Dentro de um grande teatro, em cima do palco. Atordoada, cheia de papéis nas mãos com as luzes ligadas e voltadas para mim constantemente, com uma plateia mista e sedenta de ação.
Muita gente na expectativa de um "happy end", outros nem tanto, alguns estão só esperando um passo em falso pra gargalhar,julgar ou criticar. Outros estão querendo subir ao palco, estão tentando se envolver na história. Tem gente preocupada, tem gente indiferente.
Tem gente na plateia que já esteve no palco, tem gente no palco que merecia estar na plateia.Tem gente que eu mando embora e não vai, tem que quer sair e eu tento segurar.Tem gente dando palpite, gente apática. Tem gente aplaudindo e tem gente vaiando...Ah! Como está cheio esse teatro, são pessoas que entram e sentam na primeira fileira me fitando atenciosamente, esperando algo de mim.
Sabe, é uma peça completa, que envolve drama,comédia, suspense e romance. Uma peça de amor e terror.
As vezes ela pode parecer ser uma coisa só, mas logo ressalta todas as caracteristicas a transformando nessa grande confusão.
Eu estou ali, concentrada e compenetrada tentando acertar e seguir todos os passos, tentando arrancar aplausos, tentando agradar, tentando...Pera ai! Quem comanda aqui sou eu! Essa peça é minha! Essa vida é minha! Eu escolho quem entra ou sai de cena, o roteiro sou eu quem escreve e quem dirige sou eu! Aqui ninguém rouba meu papel! E quem tiver que aplaudir no final de tudo aplaudirá.
Falando nisso...Ei, você ai que acabou de entrar?! É, você mesmo que tá aqui pertinho do palco só esperando a sua vez. Sobe aqui rapaz?!
Daniela Paiva 02/02/11
Tenho tentado viver de forma independente, assumindo meus fracassos, corrigindo antigos erros mas também cometendo novos, mas tenho principalmente tentado não culpar ninguém por nada que diz respeito a mim, enfim, ando aprendendo muito.
A vida tem me trazido muita coisa nova, e isso foi tudo o que eu sempre pedi a ela, mas por outro lado tem sido muito complicado lidar com tudo. Essa coisa de não culpar ninguém pelos meus fracassos, pelos meus medos e por aquilo que eu não tenho, tem sido um processo lento e tem exigido muito de mim. Não me importo em não ter aquilo que planejei pra minha vida,ou as pessoas que ficaram pelo caminho, as oportunidades que eu perdi, de não ter posses, de não ter muitas escolhas,o que mais me encomoda e mais me fere é a minha falta de fé.
Falta de esperança nas coisas, nas oportunidades,no futuro e até nas pessoas. O pior é tudo é perder a fé em mim mesma, perder a esperança na minha vida, e perder a esperança nas pessoas ao meu redor.
Se fosse culpar alguém ou alguma coisa, seja lá o que for, culparia aquilo que me rouba o que é mais precioso: a minha fé e a minha esperança.
Mas sabe, eu sou tão cheia de amor, eu amo tantas pessoas e com um amor tão imenso que isso tem me reconstruído diariamente, eu to começando a acreditar nas pessoas e lutar para que elas acreditem em si mesmas, embora não acredite muito em mim, mas o que mais me importa são os meus queridos. Eu quero conseguir ver todos bem e eu vou. E até lá...eu já me refiz.
Daniela Paiva 21/01/11
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